Lembro-me de Tiradentes, “História igualmente mal contada”
E
agora? Será fim de história ou começo?
Realmente foi feita Justiça? Que conclusão podemos tirar desse fato?
Não vamos aqui discutir o mérito, pois seria uma vã perda de tempo. Nem muito menos, aprofundar nas causas e efeitos pos morte. Vamos antes, voltar a nossa visão para a realidade mais brutal de toda essa seqüência de fatos, que envolve essa ex-figura emblemática, contraditória, caricata e cruel, e a família Bush.
Ele, “Saddam Hussein” figura
criada, moldada, patrocinada, e marionetada pelos USA, se vê derrotada e
destruída pelo seu mentor. Independente de sua índole criminosa, de sua sêde
pelo poder, de seus método nada ortodoxo, vemos ai obscurecido um fato, uma
outra mente talvez mais doentia ainda, a do seu executor.
Julgaram, condenaram e executaram um, porém usaram de dois pesos e duas medidas, já que com o outro, tão o mais culpado que o primeiro nada fizeram, e provavelmente nada farão. Hipócritas, medíocres, figuras débeis, é o que somos quando só olhamos um dos lados da moeda, sendo que sempre existe o outro lado. Não podemos ficar felizes, passivos, acomodados quando a próxima vítima poderá naturalmente ser qualquer um de nos.
Sabemos muito bem que, um crime não justifica o outro, esse é um parâmetro que deveria sempre nortear os sensatos e os sábios, porém estamos tratando com talvez a pior mente criminosa desse século, que aliada a um povo ainda mais soberbo e tão culpado quanto, resultou em tudo que temos presenciado ao longo dessa década e meia de história "A destruição sistemática de um povo que deveria ser livre e soberano, e aprender por si só, os caminhos adequados para livrar-se de seu próprio incomodo".
Tente responde para você próprio. A quem crucificarás: “Saddam Hussein” ou “George W. Bush” ? (Já que é de praxe por época do Natal, que uma criatura horrenda, medonha e hedionda, seja perdoada pela população da terra!)
Dizem alguns entendidos cujos nomes “sei lá” que: Saddam Hussein só fez mal à parte de seu povo e redondezas, e mesmo assim a quem o idolatre, venere e chore copiosamente a sua morte, já o seu oponente George W. Bush fez e faz mal ao mundo inteiro de pólo a pólo de nosso minúsculo e já tão judiado planeta. Olhando por esse prisma, quase, eu disse quase, lamentamos a morte de seu combatente tão venenoso quanto.
Uma imensa e grande maioria sabe exatamente, que a morte de Saddam, esta muito longe de ser uma glória, já que ela é na verdade, mais um erro histórico cometido pelas arbitrariedades americana personalizada no momento, na imagem de George W. Bush.
Embora possa parecer, não se fez
justiça com esse precoce enforcamento, mas sim, o alvorecer de muito mais dor e
sofrimento no teatro dos horrores em que os americanos transformaram o Iraque,
terra que antes do ultimo ataque , tinha sim, torneiras que jorravam sangue
constantemente, mas que hoje, tais torneiras de outrora, transformaram-se em um
imenso lago que a passos largos caminham para transforma-se em um mar sem fim.
Mar de sangue, mar de dor e sofrimento, mar de impunidade, mar que de uma forma ou de outra, eu, você, todos nos ajudamos e continuamos a dar a nossa vergonhosa contribuição, quando vendo acontecimento como esse, nos calamos, não emitindo a nossa opinião, a nossa indignação.
Comemoramos os nossos natais com festas, presentes e banquetes, estamos prestes a saudar um ano novo que já começa velho e doente sob um banho de sangue. Mas e daí, é festa, sendo assim, beberemos, pularemos e dançaremos sobre o sangue dos inocentes já mortos, e dos que ainda vão morrer, trucidados por uma superpotência indolente, que muito em breve deitará os seus olhos gananciosos e vermelhos de ódio sobre nos. Não queremos ver, mas o tempo nos mostrará na carne, o quanto estamos e estávamos alienados e enganados.
Deus salve o nosso país... Deus
salve o nosso planeta...
Mas hei... Você ai... Você mesmo...
Faça a sua parte!!!
Outros Link's Sobre o Assunto:
a. O Ditador que parte.
b. Enfermeiro dos EUA relata rotina de Saddam na prisão
c. Manifestação a favor de Saddam
d. Cuba: Execução de Saddam foi «acto ilegal» e «assassínio»
e. Centenas de pessoas prestam homenagem a Saddam
f. Reacção mundial à execução de
Saddam
g. A morte de Saddam
De lágrimas de alegria
De intensos olhares
De fortes tocares
De mãos que apertam
De peitos que despertam
Da letargia
Teço lençóis
Com cores e sabores
Com padrões do mundo
Com sentimento profundo
São sonhos reais
Que percorrem a pele
Em impulsos fatais
Teço lençóis
De salivas e beijos
De amplos desejos
De partilhas de amor
Do seu fervor
De afagos da alma
E de toda a calma
Teço lençóis
De gotas de suor
De gritos oprimidos
De orgasmos sentidos
Hiberno o corpo
No teu abraço
E alivio o cansaço
Com que cubro teu corpo
Vibrante folia
Incessante fervor
E volto à letargia
Depois de fazer amor
... Um dia
AutorDesconhecido
Hoje ao olhar o jornal mais atentamente, deparei-me com uma matéria que me chamou a atenção, sob o titulo “Pena de morte ou humanidade?”. Quem acompanha o meu Blog, ao ler a matéria entenderá o porque. Vou transcrevê-la na integra, mesmo talvez quem sabe correndo alguns riscos, mas que seja tudo em nome de dias melhores.
O texto
foi escrito por Silvia Rosa Silva Zanola, que é professora da Faculdade
de Educação da UFG. Meus parabéns à sua iniciativa e vamos agora as suas palavras.
Pena de morte ou humanidade?
O portal de um grande jornal apresentou, dias atrás, a história de Maria Dora dos Santos Arbex, que reagiu a um assalto no Rio de Janeiro e baleou o agressor, um morador de rua. O resultado desse ato foi o convite da Câmara Municipal para comparecer a uma homenagem para receber a mais alta condecoração do Estado, a Medalha Pedro Ernesto. Em seu discurso, Maria Dora confirmou não se arrepender de ter se defendido, e sugeriu um mutirão para retirar os mendigos das ruas, colocá-los “em um navio e descarregá-lo bem longe”.
O que mais impressionou foi o resultado de uma enquête feita com internautas no dia 9 de outubro, em que 98% apoiaram a atitude de Maria Dora. Histórias como essa nos levam cada vez mais a refletir sobre a nossa dificuldade de nos tornarmos humanos. Analisamos os acontecimentos, na maioria das vezes apenas a partir do nosso ângulo, nossos interesses. Dificilmente extrapolamos os limites ao nosso redor, quando chegamos a tanto. Não vou aqui fazer um discurso de defesa dos direitos humanos, argumento nobre, mas já tão banalizado pelo senso comum, nem tampouco me colocaria em uma posição simplista, a favor ou contra Maria Dora ou o assaltante. O problema é muito mais complexo. Ao discordar de qualquer tipo de violência, sei muito bem do poder dos argumentos individualistas favoráveis ao revide: - Você pensa assim porque não foi com você ou com um parente, se fosse, agiria da mesma forma.
O que mais assusta é o caráter indiferenciador, que leva a padronizar a tudo e a todos. Atitudes perigosa e preconceituosa que leva ao fascismo das ações e justifica julgamentos indiscriminados. O vereador Carlos Bolsonaro, que propôs a homenagem à “atitude” de Maria Dora (não à pessoa dela), foi o mesmo que defendeu arduamente o Não ao desarmamento durante o plebicito do ano passado sobre a proibição de armas. Mais um ponto para a ignorância frente à possibilidade coletiva de defender a paz. Por outro lado, prevalece a lógica de tentar fazer justiça com as próprias mãos, dentro da mesma irracionalidade da defesa da pena de morte, idéia tão em moda em tempos de violência desenfreada e projeções de agressividade.
Diante de tão grande falta de altruísmo social, de individualismo exacerbado e inversão de direitos, pouco importa a situação dada àqueles menos privilegiados na sociedade. A miséria, em meio ao assistencialismo desenfreado, pouco incomoda à população ou aos políticos em geral. A miséria material e humana não se demove; resolve, rende, lucra, é elemento supérfulo no âmbito da reflexão sobre as suas causas.
Em contato com um grupo de
detentos do sistema carcerário há alguns anos, percebi seus traumas e
sofrimentos, complexos e fraquezas, e assim, confirmei uma lição muito
importante: nenhum homem ou mulher significa um ato, uma tarde, um dia, um
delito. Prefiro pensar como o cantor Geraldo Vandré que a vida não é feita de
festivais e, por mais que esses festivais exponham as nossas fragilidades e
demências individuais e coletivas, ao lidarmos com o cotidiano da maneira
simplista e imediata, perdemos o que o ser humano tem de mais precioso: a
possibilidade de transformar, aprender, crescer e mudar como seres
verdadeiramente humanos. (Fim do texto)
Eu poderia a partir daqui, traçar vários paralelos, fazer inúmeras analogias, lembrar dezenas de fatos ilustrativos, mas não quero tira o raciocínio do leitor com novas teorias, ou antigos fatos. Apenas espero que essa semente lançada aos corações produza os frutos certos com os quais possamos amanhã tornar a semear e assim cotidianamente até quem sabe um dia, mentes fechadas venham a abrir-se e perceber que somos os únicos seres racionais da face da terra, e estamos agindo como animais 100% irracionais.
Como já esta se tornando de praxe, aqui esta ou uma copiado do meu depoimento a você no seu perfil do Orkut.
Esta aniversariando hoje o meu amigo Tayrone Di Martino,
um Jornalista e Petista nas horas vagas!
Parabéns meu amigo, é uma honra
para mim tê-lo como tal.
Toda felicidade do mundo, pois você merece. Um grande abraço.
Não sei quem é mais importante, o
cabra da foto ao lado do Presidente da Republica,
ou o dono do BLOG por ter a oportunidade de ter essa raridade de foto exposta
a visitação pública.
que fiz para você, no seu perfil no Orkut:
Falar desse Brother, é tatiar no escuro, é contradizer-se, é tipo (devia ter ficado calado). Mas vamos láaaa. Tu é enjoado, kri-kri, manhoso, um tanto radical nas idéias, etc... etc... Porém, sempre existe um porém né, tem suas qualidades tais como "...........". Gente ajuda ai né, cês querem tudo de mão beijada, conheçam o Kara e descubram poxa, acredite vai valer a pena é gente boa PaKa.
Um abraço meu amigo.
Só injustiças, nada mais que injustiças
Por João Farias
Ontem, assistindo o programa Record Espetacular tomei conhecimento de um fato em particular, que me revoltou profundamente de uma forma ampla. Não vou citar nomes, pois sei que essa situação que irei narrar aqui, não é um fato isolado, e sim mais comum do que possamos imaginar.
Um homem é preso por um crime que não cometeu, e mesmo assim fica encarcerado por 6 anos, ate que finalmente por falta de provas é colocado em liberdade, e nem bem conseguiu retomar a sua vida, é supostamente reconhecido por um policial que novamente o prende por achar que ele esta fugitivo, e mais uma vez esse indivíduo e trancafiado em um presídio e dessa vez por mais 13 anos.
Depois de ser exposto a toda sorte de discriminação, maus-tratos e enfermidades, o nosso personagem real, é acometido de tuberculose, câncer, e finalizando as torturas naturais que qualquer preso esta sujeito em uma penitenciária, em uma rebelião ele é vitima de estilhaços de uma granada e fica irremediavelmente CEGO. Só depois de todo esse calvário, um recém empossado diretor do presídio tem a luz de rever o seu processo e detecta toda a injustiça cometida com o cidadão, e finalmente o coloca em liberdade.
Mas a sua dor, a sua sina na mão da justiça ainda não findará, e após um processo por perdas e danos físicos e morais, ele finalmente é declarado vencedor de uma, mais que justa indenização no valor de 2 milhões de reais, mas a qual não vera, antes de no mínimo mais 6 anos de espera, isso se ainda estiver vivo.
Agora analisando essa história que mais parece um conto de terror, hoje o cidadão depois de tudo que passou na mão da justiça, com a idade avançada, com câncer, tuberculose e cego, ainda vai ter que esperar mais 6 anos no mínimo, para quem sabe por a mão em sua indenização e daí começar uma tratamento digno, que possa ou não dar-lhe novamente a mínima condição de vida.
Meu Deus, minha nossa, em nome de tudo que é mais sagrado, QUE JUSTIÇA É ESSA? Que sociedade é essa que vivemos? Que mundo é esse que estamos? Como conseguimos conviver pacificamente com tamanha covardia, injustiça e sordidez?
Também ontem no programa Fausto Silva, a Xuxa sem ter conhecimento dessa história, comentava sobre a total insegurança em que vivemos hoje em dia, e o que é pior, estamos tão conformados com tudo de ruim que esta a nossa volta, “se não dar mais para andar na rua tarde da noite, nos simplesmente não andamos. Se não da para rodar com o vidro do carro abaixado, nos o mantemos fechado. Se não dar para vivermos em casas sem muros, nos construímos muros cada vez mais altos. Ou seja, nos simplesmente nós adaptamos as situações ruins, sem nada, absolutamente nada fazermos para tentar mudar esse quadro, incorporamos essa total falta de liberdade em nosso cotidiano e com o tempo ate achamos isso natural.
A sociedade brasileira esta totalmente acomodada, fala muito, critica muito, mas não faz absolutamente nada de concreto, de objetivo para tentar mudar esse terrível quadro de total abandono em que nos encontramos. A ultima vez em que tivemos uma demonstração de revolta da sociedade frente a fatos inaceitáveis foi por ocasião do impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello a 14 anos atrás, não cabe aqui méritos de errado ou certo, o fato é que, sem uma real interferência da sociedade, no sentido de dar novos rumos e valores a tudo de errado e inaceitável que estamos convivendo hoje em dia, nada acontecerá. Continuaremos recuando, recuando ate que nos tornaremos totalmente reféns de nos mesmos.
Casos como o do nosso cidadão acima narrado, tem que de alguma forma servi como estopim para uma mudança de atitude, de comportamento, de união das diversas correntes que componhem a nossa sociedade, no sentido de todos juntos, conclamamos mudanças profundas a começar de nos mesmos.
Se condenamos as injustiças, as discriminações e o racismo, não é aceitável que o pratiquemos de uma forma tão vil, tão descarada, tão escandalosa. Se esse cidadão de nossa narrativa, fosse uma pessoa notória, rica, afortunada, com certeza essa historia seria uma outra totalmente diferente, haja vista casos notórios como, Paulo Maluf, Juiz Lalau, e tantos e tantos outros os quais tomamos conhecimento diariamente pela impressa.
Qual o tipo de vida queremos para nos? Qual o tipo de país queremos para os nossos filhos? Responda essas perguntas e faça a sua opção de luta contra todas essas injustiças, falando menos e fazendo mais.
A Intel apresentou, nesta terça-feira, um computador para concorrer com o laptop de US$ 100. O Classmate PC chegará ao Brasil no primeiro trimestre do ano que vem, com preço equivalente a pouco mais de R$ 866. Ele também será destinado a estudantes de outros países em desenvolvimento.
O Classmate PC será fabricado no Brasil pela CCE e pela Positivo Informática. Pelo menos 800 máquinas serão cedidas para avaliação de escolas escolhidas pelo Governo - que também avalia o laptop de US$ 100, equipado com processador da AMD, a principal concorrente da Intel.
Idealizado por Nicholas Negroponte, fundador da organização One Laptop Per Child (OLPC), o computador de US$ 100 será oferecido, inicialmente, pelo preço de US$ 150, o equivalente a R$ 325.
Configuração
O Classmate PC dispõe de um processador Celeron com chip 915GMS, tela de sete polegadas WVXGA (800×600), 256 Mb DDR2 e armazenamento com base em unidades flash de 1 Gb. O sistema operacional é uma versão reduzida do Windows XP, chamada de Starter Edition.
Tanto o pacote de aplicativos Office como o navegador Internet Explorer podem ser executados no Classmate PC. A tela é de cristal líquido (LCD). O computador oferece conexão LAN, suporte USB e placa de som integrada.
Outras fontes sobre o assunto:
Justiça ou Vingança
Por João Farias
Novamente retorno ao assunto “Justiça ou Vingança”, na vã esperança de quem sabe, de tanto martelá-lo na intensidade apropriada, não venha a produzir o efeito esperado, e um dia possamos nos orgulhar de sermos não apenas HUMANOS, mas acima de tudo seres realmente racionais, de forma que sejamos verdadeiramente diferente dos demais animais da espécie.
Ontem dia 04 de dezembro de 2006, saiu a sentença condenatória (em tempo recorde de 02 meses) da ré Érica Oliveira Magalhães, 19, por maltratar uma menina portadora de síndrome de Down de então um ano e nove meses, na cidade de Uberlândia. Condenada a dois anos e seis meses de prisão em regime integralmente fechado, Érika, agora será posta em um deposito de carne humana qualquer denominado de Presídio, e fim do processo, fim das preocupações, foi promulgada a VINGANÇA e dessa forma a sociedade cumpriu o seu sacro dever... Será? Realmente fez-se justiça ou meramente uma vingança pura e igualmente cruel? Ate aonde vai o dever e a obrigação de uma sociedade, que se autodenomina humana e racional? Onde estão os representantes dos “direitos humanos” que não se pronunciam, não se manifestam, não se fazem representar nessa realidade cruel e gritante na qual somos submetidos cotidianamente?
Dessa forma, Érica passa automaticamente da condição de ré, a vitima! Sim, vítima de uma crueldade muito maior do que a cometida por ela. Vítima de uma estrutura centenária que espero, não se torne milenar. Ela foi condenada por um crime considerado hediondo. Até aí, tudo normal e muito justo, se não fosse colocado um ponto final no processo justamente no momento em que ele deveria apenas estar iniciando. Sim, porque além de ser vitima de si mesma, agora ela também é vitima de um sistema simplesmente condenatório, e em nenhum momento recuperatório. Ela cometeu um crime, algo cruel isso é incontestável, agora trancafiá-la em um presídio, sem a mínima condição de recuperação, não é fazer justiça.
E aqui eu faço os seguintes questionamentos: Como estará a mente já prejudicada dessa mulher ao termino de sua pena? Que condições ela terá de se reintegrar a sociedade, visto que sairá de lá, muito pior que quando entrou? Isso se conseguir sobreviver a revolta questionável de suas colegas detentas.
Fazer justiça nesse caso, jamais poderia estar limitado a sentença condenatória e o conseqüente recolhimento da detenta a um determinado presídio, visto que se parar nesse ponto, será meramente vingança. Antes, a esperada justiça, deveria começar a partir dessa seqüência natural de fatos, ou seja, a justiça se completa de forma útil e saudável quando já presa, a condenada percebe que o seu confinamento é como uma internação para uma cirurgia delicada, na qual ela devera cumprir um longo período de recuperação pós-operatório.
Observem que Érica não é meramente má, uma pessoa que agiu simplesmente pelo prazer de torturar um ser indefeso. Ninguém viu no vídeo que serviu de prova contra ela nenhuma cena de manifestação de prazer, alegria, satisfação ou qualquer outro sinônimo possível. Havia sim, antes, um sofrimento, uma suposta inconsciência, uma total falta de noção da dimensão do ato que ali praticava. Claro que isso não justifica o fato, nem serve de atenuante para uma absolvição, mas serve sim de motivação e de investimento em sua plena recuperação, mediante um tratamento adequado, um acompanhamento constante por parte de psiquiatras e psicólogos, para que ela possa ter alguma chance ao término de sua pena de ser reintegrada a sociedade com reais condições de se tornar uma pessoa que não mais causara transtornos e ônus a essa mesma sociedade. Isso sim é justiça aliada a prevenção, e como prevenção sai muito mais barato ao erário público, já que na falta dele a probabilidade dessa mulher tornar-se reincidente é quase que 100%.
Acordem senhores da lei e da ordem, para não se tornarem senhores do caos e da desordem por suas próprias incapacidades.