Robert & Shana ParkeHarrison
Fotografia de excelência, com muita loucura à mistura.
Veja outras, aqui fica o site oficial.
Robert & Shana ParkeHarrison
Fotografia de excelência, com muita loucura à mistura.
Veja outras, aqui fica o site oficial.
Crônicas de Uma Depressão
Uma Sombra Projetada no Silêncio, auto narrativa fantástica de alguém que viveu o problema na pele. Ideal para quem esta passando por esse terrível conflito que é a depressão. Recomendo!
Clssificação: * * * * *
Quantos governadores são de oposição?
Por Helena Chagas
Gente vamos prestar bem
atenção numa coisa: política não é matemática. Não adianta fazer análises
cartesianas quando se trata de resultado de eleição, posições partidárias,
apoios políticos. Essa conta de que Lula terá contra seu governo onze
governadores de oposição vale mais no papel do que na realidade. Está certo,
esses onze ou foram eleitos por partidos de oposição ou em alianças estaduais
oposicionistas. Mas isso não quer dizer que farão oposição a Lula.
Por exemplo: o tucano Cássio Cunha Lima, reeleito ontem,
nunca fez nem fará oposição a Lula nem aqui e nem na Paraíba. Nos bons tempos,
aliás, ele quase foi para o PT. Levado por Lula. Então, pode tirar um dessa
conta. Jackson Lago, eleito no Maranhão pelo PDT, também não é oposicionista.
Só não esteve no mesmo palanque de Lula porque lá estava sua adversária,
Roseana Sarney. Mas quando Alckmin esteve em São Luis, Jackson saiu de fininho
e deu um jeito de ficar a quilômetros de distância. Então, tira mais um.
Os peemedebistas Luiz Henrique (SC) e André Puccinelli (MS) elegeram em chapas de oposição ao PT em seus estados. Mas se o PMDB fizer um mega-acordo com o governo Lula, como parece, levando um bom pacote de ministérios, duvideodó que vão ficar na oposição. Ainda mais se Lula lhes fizer um agrado. Então, tira mais dois dessa lista de onze, que virou de sete.
E vamos em frente. Alcides Rodrigues, do PP de Goiás. Ganhou na oposição porque Lula apoiava o peemedebista Maguito Vilela. Mas o PP era da base governista e vai querer voltar a ser. E lá vai o Alcides junto...José Roberto Arruda, do DF, elegeu-se pelo PFL e, pelo menos oficialmente, é de oposição. Mas dele não se ouviu uma só crítica ao presidente neste segundo turno. Ficou tão quietinho, mas tão quietinho nessas semanas que Alckmin, que havia vencido no primeiro turno do Distrito Federal, agora perdeu. Então, que oposição é essa?
E assim vai. Desse jeito, vamos chegar no Serra e no Aécio. Mas vamos parar por aqui...
|
SEGUNDO
MANDATO Por Folha Online
Lua foi reeleito neste domingo com 60,8% dos votos válidos, ou 58,2 milhões de votos, segundo apuração divulgada pelo Tribunal Superior Eleitora, contra 37,5 milhões de votos do seu adversário, o tucano Geraldo Alckmin, Em seu deiscurso da vitória, em São Paulo, o presidente reeleito disse que irá articular a aprovação de uma reforma política. |
|
As ações de Alckmin e uma corda balançando longe demais.
Se a candidatura Geraldo Alckmin fosse uma empresa de capital aberto, poderíamos concluir que suas ações estavam artificialmente infladas ao final do primeiro turno e voltaram para um preço realista no segundo turno. Afinal, essa proporção de 3 para 2 entre os votos dados a Luiz Inácio Lula da Silva e ao tucano é antiga e relativamente constante. Clique aqui para ler Muito barulho por (quase) nada. No fim do primeiro turno, abriu-se uma janela de oportunidade para Alckmin, que a desperdiçou. Ele cometeu algum erro muito grave no momento mesmo em que o eleitor flutuante começava a pensar mais seriamente em apoiá-lo. Cada um tem a sua opinião sobre qual tenha sido esse erro. O que eu acho? Penso que Alckmin foi como uma corda que balançou longe demais do eleitor que não rejeitava a possibilidade de abandonar Lula. Quando o eleitor flutuante pensou em agarrar a corda, não conseguiu. A volta do eleitor flutuante ao ninho petista/lulista começou ainda antes do primeiro turno. Lembrem-se de que a primeira pesquisa do segundo turno já mostrou Lula numa posição razoavelmente confortável. A corda de Alckmin estava balançando muito à direita. O debate na TV Bandeirantes foi emblemático dessa opção do tucano. Alguns classificam aquele como o melhor momento de Alckmin. Pois eu acredito que tenha sido o seu maior equívoco. Os que já eram entusiastas da candidatura dele adoraram. E daí? É muito amadorismo você passar quatro semanas chamando Lula de ladrão e acreditar que o eleitor de Lula vai achar isso bonito. Lula, que não é bobo, aproveitou a chance e jogou a corda de Alckmin para mais longe ainda, ao introduzir na pauta as privatizações e o corte de investimentos sociais.
No debate da GLOBO, alguns eleitores indecisos, segundo o apresentador William Bonner, fariam aos candidatos perguntas que já havima feito antes ao IBOPE, responsável pela seleção destes mesmos eleitores. O que se viu, no entanto foi uma farsa grotesca, com os tais eleitores demonstrando não ter a mínima noção com o texto que era lido, gaguejando, demonstrando até mesmo dificuldade para ler a pergunta, pois o vocabulário utilizado nas mesmas era muitas vezes imcompatível com o nível escolar do pretenso indeciso.
Veja a matéria completa no site de origem, inclusive com os comentários.
Outro site que repercutiu o tema e os respectivos comentários.
Materia sobre o tema ainda mais elaborada e aprofundada pelo "Observatório da Impressa".
© Copyleft http://www.midiaindependente.org:
É livre a reprodução para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

o vento ruge.
urgente é a necessidade do apego,
do apelo, do destroçar
o tempo,
do cobiçar o caminho urgente
do vento que ruge.
urgente é negociar a vida,
procurar saídas, esquecer partidas.
urgente
é viver sem medo.
urgente é viver com tempo.
urgente é viver.
há gente que vive urgente
sem o apego à vida,
sem o apego ao
tempo,
sem dar tempo à vida.
há gente que só vive.
há gente que só vive só,
que só sonha só,
que vive sonhando só
sem
sentir que o vento urgente
traz o tempo para ser vivido.
eu vivo o momento agora
que me dá prazer de correr com o vento.
eu vivo
o tempo presente
que me traz a paz.
eu não vivo só.
Marco Dias