Voltando de um recesso inspirativo, vejo que:
...As tragédias humanas são completamente inusitadas.
Paro,
penso e percebo uma imensa confusão de idéias, ideologias, crenças... Um
absurdo completo. Minhas filosofias religiosas "poque não dizer existênciais" estão em conflito entre o real,
o concreto e o puramente abstrato, irreal, aquilo que fazem com que acreditamos.
Noticias como essa apresentada, e documentada com fotos, etc..., me deixam a ver navios literalmente. Que casualidade, que circunstancia leva uma pessoa a pescar um saco plástico boiando nas águas de um córrego, e proveniente dessa atitude surge uma vida, predestinada a não fazer a passagem antes do momento previsto, sabe-se lá por quem ou porque.
Não se trata de discuti aqui o mérito de nada ou de ninguém, apenas percebe como a vida nos mostra em suas entrelinhas, suas falsetas com tamanha evidência. O importante não é terem jogado um inocente para a morte certa e sim o fato da morte não ter-se feito presente onde era esperada.
O
que nos move, porque nos move, aonde nos leva, o que nos mostra?
Podemos
acreditar no que quisermos, em casualidade, destino, karma, coincidência, força
superior, em um Deus, para isso existe o livre arbítrio... Porém nada faz
sentido o tempo todo, já que existe o bem e o mal, o negativo e o positivo, o
perfeito e o imperfeito, o justo e o injusto, o dia e a noite, uma relatividade
constante que faz o tudo ser nada e nada ser tudo.
Sou louco ou estou louco ou
simplesmente sei lá entende!!!
JoãoFarias
Filosofia de bêbado
Ô, meu amigo,
Cerveja bem,
Campari as coisas
E champanhe meu raciocínio:
A vida é Drurys,
Mas dá muitas vodkas;
Eu vinho de longe,
Só com um ponche nos ombros,
Estava kaiser desanimando,
Mas encontrei uma caipirinha
Ao passear no chopp,
E me Amaretto nela.
Seu nome é Natasha, e
Apesar de já ter 51,
Estou vivendo uma paixao aguardente,
Por isso repito:
cer veja bem,
Nem tudo é rum,
E sempre pinga
Álcool de bom.
AutorDesconhecido
Escrever, escrever, escrever...
Tem horas que exercitar tal ação é tão difícil, missão extremamente ingrata frente a coerência que se propõe. Falar de momentos e dos momentos, as vezes faz-se necessário quase como um desabafo, como um grito que pode ser de raiva, socorro, alegria, desespero ou simplesmente para tirar um vazio do peito. Esse meu momento de agora é para... Não sei bem definir o sentimento, apenas o motivo... É para agradecer a presença da totalidade dos que não foram, principalmente daquele considerados os mais importantes e imprescindíveis. Obrigado de coração magoado, obrigado por, de certa forma, ter-me demonstrado o quanto significo para vocês. A uns excluirei, com outros conviverei, e ao restante, faço votos que nunca passem por tais momentos a mim proporcionados, e que no futuro, sentimentos mais presentes estejam sempre no coração de todos.
"Quando um sorriso me falta,
busco nos seus olhos o reflexo de uma alegria que não vejo,
MAS PRECISO"
JoãoFarias
Em determinados momentos, é tão difícil transcrever idéias, desejos, vontades.
Até mesmo senti-las, não é simples como possa parecer.
Palavras ate são fáceis de serem articuladas, mas seu conteúdo, esse sim essencial, nem sempre condiz, ou diz o fundamental, o que realmente trazemos no mais profundo de nos.
Sinto-me por vezes completamente travado, desarticulado, são muitas as idéias, os pensamentos, mas expô-los de forma objetiva, com a finalidade especifica de atingir um determinado objetivo, é uma outra história.
A mente vagueia, projeta-se em direção ao nada e dali constrói castelos, sonhos, idealizações, todo um universo só dela “a mente”, nos privando do concreto, do objetivo, do palpável.
O toque se torna virtual, as sensações embora intensas, são abstratas, e a frustração e o que se segue.
Quais as verdades que me atem, porque tais desejos não me arrebatam do inconsciente ao consciente, porque tamanhas vontades não bastam para se concretizar?
Tenho loucuras e ansias ao anoitecer, as quais aprofundo-me com o adentrar das horas, porém basta amanhecer e logo me vejo desnudo das mais simples vontades, a lucidez invade a loucura, e a objetividade expurga as ansias, e assim passo o dia a lamentar o quanto poderia ter sido feito e não foi, todo o rico tempo perdido em reticências, indecisões e protelações.
Porque será que essa inconstância teima em atravessar os anos ao meu lado, companheira inseparável dos momentos mais conflitantes, podando-me e tornando o que seria tão simples, tão complexo quanto o universo.
Como fazer para trazer o ser da noite, para o dia, e assim tornar realidade todas as delicias sonhadas e imaginadas?
JoãoFarias
MINHAS CORES
Olho para os lados e não vejo as cores
Busco com loucura o azul, o verde e o amarelo
Mas só sinto o preto e o branco latente e pujante
Onde esta o colorido da minha vida
Onde esta o cintilar de nuançais e presença
Porque me fogem os detalhes de você
Esse obscurecer de vida
Essa falta de mim mesmo
Que vazio é esse que nos intermédia
Porque é tão forte em mim e nos outros não?
Sempre esse mistério que desconheço
Sempre as tais sombras cotidianas
Onde esta o que fui, o que quis?
Qual o porque desse choro quase constante
Qual a razão de nunca se ter razão
Porque sempre esse preto, esse branco
Por onde andam as cores dos meus dias
Os motivos, e ate mesmo as entre linhas
Quero tudo que me é, pelos acúmulos dos anos
Quero apenas amanhecer e poder sorrir
E ver nem que seja, apenas as cores de outrora.
JoãoFarias
Hoje vou abordar um assunto nada polêmico,
porém não sei porque entabuzado...
Estava caminhando rumo a empresa onde estou prestando serviço, e quase sem querer, comecei a observar pessoas às 8:30 da manhã, comendo frituras, salgadinhos, tomando refrigerantes, coisas desse tipo. Pessoas geralmente obesas, a maioria desprovida de beleza física e em sua totalidade sem nenhuma alta estima ou consciência alimentar, e o que é ainda pior, pessoas muitas vezes responsáveis por crianças que fatalmente seguirão os seus exemplos.
E um questionamento veio-me a mente com tais
comportamentos:
Não existe por parte do poder público da área da saúde
nenhuma preocupação, nenhuma campanha no sentido de orientar essas pessoas a se
preocuparem com seus hábitos alimentares. E podemos concluir que não é uma
questão financeira, pois tais lanches “café da manhã” geralmente saem muito
mais caros que um café da manhã tradicional e nutritivo. O que falta na
realidade é apenas uma educação alimentar que poderia sim, porque não, ser
incluído no curriculun escolar no lugar da infeliz idéia da “aula de religião”.
É uma questão de prevenção, a qual sai “n” vezes mais em conta que o custo para tratar dessas mesmas pessoas, quando o mal já estiver instalado.
Isso é um caso de saúde publica sim, e como tal deveria ser tratado com total seriedade pelos órgãos competentes, afinal, o resultado de tal comportamento é naturalmente a curto ou longo prazo, a superlotação dos postos de saúde e hospitais já tão debilitados e sucateados.
Nessa área e em tantas outras, é visível a falta de iniciativa dos órgãos competentes, da péssima gerência que faz com que pequenos problemas, tornem-se a curto prazo, equações insolúveis.
Se pessoas como eu, leigas, percebem o básico, eu
pergunto. Porque os responsáveis por essas pastas, que são, ou deveriam ser,
formados e preparados para tal, não conseguem detectar o essencial, o
fundamental, e fazerem corretamente os seus deveres de casa?
A palavra de ordem de qualquer governante consciente deveria ser, “PREVENÇÃO... PREVENÇÃO e PREVENÇÃO”
Os
Meus Subjetivos
Sentimentos, emoções, desejos e vibrações contraditórias são os itens que me envolveram nessa época de festas de fim de ano. Sorrisos, lágrimas, inquietações e uma profunda solidão tomaram carona, assaltaram-me de forma avassaladora. Fiquei completamente refém de mim mesmo, perdido e fechado tal qual ostras submersas inatingível pelo sol.
Pensamentos incontroláveis abalam-me de forma não continua, levando-me do sorriso ao soluço incompreensivelmente, incontrolavelmente. O que sou, porque isso, como quebrar esse circulo vicioso de emoções instáveis? Nada de amor, nada de ódio apenas essa imensa instabilidade vinda de todos os lados e em todos os momentos.
Sensivelmente tocado por sons e imagens de conteúdo questionáveis, fui e vou daqui pra li e de lá para ka, em tal velocidade que estonteantemente adormecia sob o eco de incontroláveis pensamentos e desejos por segundos inconfessáveis.
Tolos e fúteis desejos que embalam o meu subconsciente adornando idéias irrealizáveis, de conseqüências mornas, e aparências apáticas. Frustrantes são os depois, os amanhãs, os meus daqui a poucos, tudo infactível, meramente subjetivo e virtual. Como sou tolo, mente menino, adolescente errante que viaja bicicletando aviões, e submarinos de papel.
Preciso que acorde-me, desperte-me, quero sentir-me real, concretamente objetivo, mesmo que esse acordar signifique perdê-la mesmo nunca antes tendo-a.
E novamente... Sentimentos, emoções, desejos e vibrações contraditórias são os itens que ainda me envolvem
João Faria.